PROJETOS VOLTADOS À AVIFAUNA PROTEGEM ESPÉCIES ENDÊMICAS DA COSTA BRASILEIRA

Atualizado em 19/12/2025

Postado em 19/12/2025

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Diversas instalações da Petrobras estão no mesmo território de aves marinhas, que interagem com plataformas e embarcações e são monitoradas para contribuir para a mitigação de impactos e para a conservação da biodiversidade marinha. Exemplos dessas medidas, condicionantes no processo de licenciamento das atividades offshore da Petrobras, exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), são o Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE) e o Projeto de Monitoramento de Albatrozes e Petréis (PMAPet).

Embora tratem de aves marinhas, as duas iniciativas são diferentes na concepção. O PMAVE atua em uma escala ampla, abrangendo ocorrências de aves terrestres, costeiras e marinhas que chegam às plataformas nas Bacias de Campos e Espírito Santo.

No caso do PMAVE, o técnico em Segurança do Trabalho que atua em plataformas passa por treinamento para ser, também, Técnico Embarcado Responsável (TER) pelo manejo e resgate de aves apenas quando há ocorrência. O projeto prevê ações corretivas e manejo emergencial, como resgate, transporte e reabilitação das aves (o que ocorre em terra), além de comunicação ao Ibama e registro em sistemas nacionais.

Mesmo que as plataformas estejam em águas profundas, é comum que aves terrestres e costeiras cheguem às instalações, seja acompanhando embarcações de apoio ou, até mesmo, dentro delas. Quando isso ocorre, elas também são manejadas e examinadas para retorno à terra.

O PMAPet, no entanto, tem foco na Bacia de Campos. O objetivo é monitorar albatrozes e petréis, aves marinhas ameaçadas que interagem com plataformas e embarcações. O monitoramento é feito por meio de registros fotográficos em cruzeiros científicos e unidades marítimas, além da instalação de transmissores satelitais em aves reabilitadas, com registro sistemático de dados, incluindo sazonalidade e rotas migratórias.

O projeto busca identificar espécies atraídas pelas unidades marítimas; avaliar formas de interação, composição e abundância das aves; registrar sazonalidade e rotas migratórias; e gerar dados para comparação temporal e subsidiar medidas de mitigação.

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