A Petrobras realizará uma série de reuniões informativas sobre o andamento das atividades de pesquisa sísmica na Bacia de Campos, atendendo a uma condicionante do licenciamento ambiental exigida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os encontros são abertos à participação de partes interessadas de diversos municípios.
As reuniões estão programadas para ocorrer no Estado do Rio de Janeiro, sendo em Cabo Frio no dia 11 de novembro, em Campos dos Goytacazes em 19 de novembro, em Niterói no dia 25 de novembro e no Espírito Santo, em Guarapari, em 3 de dezembro. O objetivo é garantir que diversas comunidades tenham acesso às informações sobre a pesquisa sísmica na Bacia de Campos.
O formato seguirá o modelo de 2024, com uma plenária para explicação das atividades e espaços interativos, incluindo dinâmicas para engajar o público e responder a questionamentos. Serão apresentados resultados das atividades de pesquisa sísmica realizadas, incluindo informações sobre projetos já concluídos e outros em andamento, com previsão de atividades até 2028.
A Petrobras deu início às atividades de pesquisa sísmica na Bacia de Campos que abrange parte do mar territorial do Espírito Santo.
A pesquisa sísmica é uma técnica que precede o processo de exploração e produção de petróleo e gás, consistindo no mapeamento e identificação de estruturas geológicas que podem conter esses recursos.
Mapa das atividades de pesquisa sísmica do Cluster BC
O método se baseia na utilização de ondas sonoras para formar uma espécie de ultrassonografia do fundo do mar, identificando as camadas de rochas onde podem estar acumulados o petróleo e o gás.
Mapa das atividades de pesquisa sísmica do Cluster BC Águas Profundas
O Cluster Bacia de Campos é um agrupamento geográfico de campos de petróleo ou gás que estão próximos uns dos outros e podem ser explorados de forma conjunta, serão utilizadas aquisições do tipo nodes e streamer.
Na aquisição nodes, um navio utiliza robôs controlados remotamente para depositar sensores no fundo oceânico, enquanto uma segunda embarcação emite uma fonte de energia periodicamente. A onda gerada penetra nas rochas, reflete e retorna ao leito do mar, onde os sensores a registram.
Representação esquemática da sísmica Nodes de Fundo Oceânico
Já no método streamer, um navio-fonte desloca-se carregando consigo cabos com receptores, que em geral têm de três a oito quilômetros de comprimento. A fonte emite energia e a onda, após refletir nas rochas, retorna à superfície do mar, onde é registrada pelos cabos.
Representação esquemática da sísmica de cabos flutuantes (streamers)